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SUBMARINO FORA DAS SUAS ÁGUAS

Nápoles 0 – 0 Villareal (17/02/2011)
hannover

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Bayer Leverkusen 2 – 3 Villareal (10/03/2011)
leverkusen
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hoje joga-se no Dragão uma das meias-finais da Europa League entre o FC Porto e o Villareal.
No exercício que me propus, fui analisar as ultimas duas partidas do «Submarino Amarelo» fora do El Madrigal contando para a primeira mão de uma eliminatória e tentar perceber como será a forma de encarar este jogo do Dragão.
 

Momento Ofensivo e Transição

→ Quando adiantam o bloco procuram fazer uma pressão altíssima, por vezes até bem perto da área adversaria com os 2 avançados e os 2 extremos/médios ofensivos contando com a subida do bloco mais defensivo para evitar espaços.
 
→ Movimentos Borja Valero: Borja é um dos elementos chave do Villareal. É o mais criativo do meio campo, é aquele que procura dar qualidade à saída do Villareal e muitas vezes larga a sua posição na ala direita para zonas mais centrais onde possa tocar e criar espaços.
 
Santi Cazorla: Do lado aposto ao de Borja, Santi adopta estilo idêntico, especialmente quando o lateral é Capdevilla. Procura zonas interiores para ter mais bola e combinar toques curtos. Não é raro até juntarem-se nas mesmas zonas do terrenos Valero e Cazorla.
 
Eficácia: Nilmar e Rossi são matadores natos e que apenas precisam de meio metro para fazer o golo. (No jogo com o Leverkusen tiveram 3 oportunidades e fizeram 3 golos).
 
O contra-ataque: Quando recuperam a bola em zonas recuadas com espaço nas costas do adversário, o Villareal é mortífero. Automaticamente procuram jogar na velocidade de Rossi ou Nilmar que com a bola na frente e espaço são terríveis no 1×1 e finalização.
 
Movimento Borja/Nilmar – Por vezes Nilmar faz a cobertura da ala direita deixando Borja Valero solto para movimentos interiores procurando a bola para a saída ofensiva. (Quando isto acontece é frequente em contra-ataque a bola chegar a Valero e Nilmar partir em diagonal para o centro pedindo a bola no espaço).
 

Momento Defensivo e Transição

→ Ficou-me uma ideia clara neste aspecto: Quando pressionados, a defesa é permeável.
 
→ Os dois médios centro são os que procuram equilibrar a equipa no momento defensivo. Sair na pressão, recuperar bolas e juntar ao centrais. Quando joga Marchena como trinco ganham poder de choque nesta zona mas perde saída e velocidade/agilidade.
 
→ Em momentos difíceis, apesar de permeáveis, são um conjunto que sabe sofrer, apelam ao espírito de entreajuda e não têm problemas de vestir o fato de macaco em certas partes do jogo – paciência.
 

Bolas Paradas

Bolas Paradas a Favor:
 
→ Marcados por Valero ou Cazorla.
 
→ Subida de 5/6 homens para a área – Homens perigosos jogo aéreo: Marchena | Gonzalo ( não jogará por lesão).
 
→ Livres – Homens perigosos na marcação directa – Capdevilla, Cazorla, Rossi, Borja.
 
Bolas Paradas Contra:
 
→ Marcação mista, zona com 1/2 homens a marcar directamente os mais perigosos do adversário.
 
→ Diego López : Forte na saída.
 

Dicas

→ Quando o Villareal é obrigado a baixar o seu bloco e o adversário asfixia a saída de bola por Borja ou Cazorla, o Villareal perde a bola frequentemente sob pressão.
 
→ Se Borja jogar na direita poderá haver um aproveitamento dos seus movimentos interiores para a subida de Álvaro Pereira deixando Borja entregue ao médio na cobertura.
 
→ Na sequência deste movimento de Borja quando ele procura zonas interiores frequentemente para tocar a bola curta não é raro que Cazorla venha ao seu encontro e se o FCPorto conseguir roubar a bola neste momento e coloca-la rapidamente nas faixas é frequente apanhar o Villareal apenas com os laterais na cobertura, sem ajuda dos médios ofensivos.
 
→ Se jogar o defesa lateral direito Mário Gaspar, o FC Porto pode forçar pelo seu lado. É um jogador duro de movimentos e perfeitamente permeável pela qualidade técnica dos homens do FC Porto.


Balanço Final

Por isto tudo que vimos e pelo discurso do treinador e jogadores do Villareal, não espero um Villareal dominador, de toque, de posse.
É natural que o faça a espaços porque é a sua maneira de entender o futebol mas penso que o que iremos assistir a maior parte do tempo será um Villareal a tentar fechar espaços ao Porto e a procurar as tais saídas rápidas e espaços nas costas da defesa para a velocidade de Rossi e Nilmar.
Com a lesão de Gonzalo fica um problema no eixo da defesa que têm resolvido com Marchena a baixar para fazer dupla com Musacchio.
A dúvida principal será o homem que acompanhará Bruno no duplo pivot, se Senna estiver em condições possivelmente será o escolhido, senão, ficará a vaga para Cani talvez, sobre uma faixa ,deixando Borja como interior.
Fica o esboço do que poderá ser o Villareal com algumas mudanças:
esboço1esboço 2


 

OBSERVAÇÃO FEITA COM BASE NOS JOGOS : Nápoles 0 x 0 Villareal (17/02/2011) | Bayer Leverkusen 2 – 3 Villareal (10/03/2011)


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