Notas Tácticas v1.3
Notas Tácticas v1.3
Em jeito de breves «Notas Tácticas» e olhando o lado Sul-Americano do futebol, mais precisamente o Brasileiro, ficam aqui alguns pequenos devaneios ou reflexões/evidências de momentos que vou observando por ai:
+Está a doer, vou meter gelo nisto.. alguém que fique com a bola.
Espreitando a primeira parte do jogo entre Atlético Mineiro e Palmeiras, relativo à Segunda-Mão dos Oitavos-de-Final da Copa do Brasil, vitória de 3-0 no agregado para o «Galo», nota para um momento protagonizado por Pedro Botelho, lateral-esquerdo canarinho que em fase inicial de carreira até chegou a prometer coisas boas, levando mesmo o Arsenal de Wenger a avançar para a sua contratação em 2007 – nunca confirmou, com algumas questões legais pelo meio e acabou por se ir perdendo em empréstimos sucessivos a equipas do futebol espanhol até regressar novamente ao Brasil no Verão de 2012:

A imagem acima ilustra o momento inicial da jogada em que Pedro Botelho consegue antecipar-se ao adversário e fazer a intercepção.
No seguimento do lance:

Pedro Botelho sente o chamado «rasgão», desinteressando-se completamente pela bola e, mais grave, pelo momento seguinte:

O seu colega que surgiu em apoio frontal, resolve tocar curto novamente para Pedro Botelho, sem se aperceber que este tinha dito; «Até logo que está a doer e eu vou meter gelo nisto»:

Jogadores com dói-dói que deixam repentinamente a equipa exposta e a jogar com 9 – repare-se que estão dois elementos do Atlético Mineiro fora das quatro linhas -, Bruno César, actualmente no Palmeiras, a atropelar companheiros da sua própria equipa numa altura de lançamento de transição ofensiva rápida…e assim vai o futebol brasileiro.
Tragam-me mais uma caipirinha, se faz favor.. que isto está bom.

A imagem acima ilustra o momento inicial da jogada em que Pedro Botelho consegue antecipar-se ao adversário e fazer a intercepção.
No seguimento do lance:

Pedro Botelho sente o chamado «rasgão», desinteressando-se completamente pela bola e, mais grave, pelo momento seguinte:

O seu colega que surgiu em apoio frontal, resolve tocar curto novamente para Pedro Botelho, sem se aperceber que este tinha dito; «Até logo que está a doer e eu vou meter gelo nisto»:

Jogadores com dói-dói que deixam repentinamente a equipa exposta e a jogar com 9 – repare-se que estão dois elementos do Atlético Mineiro fora das quatro linhas -, Bruno César, actualmente no Palmeiras, a atropelar companheiros da sua própria equipa numa altura de lançamento de transição ofensiva rápida…e assim vai o futebol brasileiro.
Tragam-me mais uma caipirinha, se faz favor.. que isto está bom.
+E de repente.. ele alargou.
Há sensivelmente 5 meses publiquei por aqui neste espaço uma primeira referência a Samir, defesa-central de 19 anos pertencente aos quadros do Flamengo, ele que me chamou a atenção tempos antes não só pelo seu bom potencial de projecção no geral mas sobretudo pela coragem – às vezes e ainda com demasiada precipitação à mistura – que evidencia nas abordagens aos lances.
Numa primeira impressão e depois de alguns jogos vistos anteriormente, fiquei sempre com a sensação de um perfil físico «esguio e em construção» – talvez por na altura estar a sair de uma fase de dieta de emagrecimento? Não sei, nem faço ideia.
Volvidos uns tempos, revi-o novamente num jogo em que foi interveniente e mudei radicalmente de opinião neste parâmetro específico.. «ele era esguio e ficou, digamos, largo?».
Lembrei-me, então, do que tinha lido num artigo aquando do processo de recolha de informação do jogador; «Ex-Gordinho do Flu, brilha no Fla.», onde eram abordados os seus problemas a nível da gestão de peso em fase inicial da carreira, mas que resolvi não valorizar por ser uma referência demasiado desfasada no tempo e pelos meus olhos não me indicarem um jogador com «propensão a engordar com facilidade».
Ora, tendo que me render às novas evidências/sensações que os meus olhos me transmitiram, editei, por isso, a descrição física do seu perfil aqui publicado, passando de uma expressão como «esguio e em construção a adquirir robustez muscular» para algo como «volatilidade entre um perfil magriz e robusto».
Será que faz sentido para alguém com dois dedos de testa uma bacorada dessas? Talvez não, mas para mim e para os meus botões – não são muito bons -, faz.
Numa primeira impressão e depois de alguns jogos vistos anteriormente, fiquei sempre com a sensação de um perfil físico «esguio e em construção» – talvez por na altura estar a sair de uma fase de dieta de emagrecimento? Não sei, nem faço ideia.
Volvidos uns tempos, revi-o novamente num jogo em que foi interveniente e mudei radicalmente de opinião neste parâmetro específico.. «ele era esguio e ficou, digamos, largo?».
Lembrei-me, então, do que tinha lido num artigo aquando do processo de recolha de informação do jogador; «Ex-Gordinho do Flu, brilha no Fla.», onde eram abordados os seus problemas a nível da gestão de peso em fase inicial da carreira, mas que resolvi não valorizar por ser uma referência demasiado desfasada no tempo e pelos meus olhos não me indicarem um jogador com «propensão a engordar com facilidade».
Ora, tendo que me render às novas evidências/sensações que os meus olhos me transmitiram, editei, por isso, a descrição física do seu perfil aqui publicado, passando de uma expressão como «esguio e em construção a adquirir robustez muscular» para algo como «volatilidade entre um perfil magriz e robusto».
Será que faz sentido para alguém com dois dedos de testa uma bacorada dessas? Talvez não, mas para mim e para os meus botões – não são muito bons -, faz.
+O burro sou eu?
Scolari terá conhecido na goleada imposta pela Alemanha ao Brasil na edição do Mundial 2014 um dos dias mais negros da sua história enquanto treinador – ou talvez o mais -, mas, ao contrário do que muitos já perspectivavam como o fim da sua carreira, tal acabou por não suceder e «Felipão» abraçou um novo desafio com o Grêmio PA.
Gabando-lhe a ousadia e a coragem de se expor dessa forma, ainda para mais no próprio contexto nacional brasileiro, deixo uma simples nota relativamente à ligeireza dos problemas que a sua equipa tem para resolver neste novo enquadramento, completamente distintos das dificuldades que adversários todo-poderosos e preparados colocam:

Da imagem acima resultou o golo com que o Grêmio levou de vencida o Bahia (1-0) em jogo a contar para a 17ª Jornada da Serie A Brasileira 2014.
Note-se a quantidade de ingenuidades cometidas pelo Bahia quando em clara superioridade defensiva, 7+GR para 3 jogadores do Grêmio, permitiu que os pupilos liderados por Scolari levassem a bom porto aquela iniciativa.
Zona frontal desprotegida, Médio do Bahia sem sequer esboçar reacção de compensação ao seu Defesa-Central entretanto atraído pelo Avançado-Centro do Grêmio, enquanto um outro defesa (assinalado a amarelo) orienta-se para defender a bandeirola de canto, dando tempo e espaço para o portador da bola definir o lance como bem entendesse e sem oferecer qualquer tipo de agressividade na contenção.

Da situação de superioridade defensiva inicial do Bahia, decorreu o golo do Grêmio, que com apenas 3 elementos envolvidos naquele momento ofensivo frente aos 7+GR do Bahia, conseguiu 3 toques enquadrados na Grande-Área, sendo dois deles já na Pequena-Área.
Gabando-lhe a ousadia e a coragem de se expor dessa forma, ainda para mais no próprio contexto nacional brasileiro, deixo uma simples nota relativamente à ligeireza dos problemas que a sua equipa tem para resolver neste novo enquadramento, completamente distintos das dificuldades que adversários todo-poderosos e preparados colocam:

Da imagem acima resultou o golo com que o Grêmio levou de vencida o Bahia (1-0) em jogo a contar para a 17ª Jornada da Serie A Brasileira 2014.
Note-se a quantidade de ingenuidades cometidas pelo Bahia quando em clara superioridade defensiva, 7+GR para 3 jogadores do Grêmio, permitiu que os pupilos liderados por Scolari levassem a bom porto aquela iniciativa.
Zona frontal desprotegida, Médio do Bahia sem sequer esboçar reacção de compensação ao seu Defesa-Central entretanto atraído pelo Avançado-Centro do Grêmio, enquanto um outro defesa (assinalado a amarelo) orienta-se para defender a bandeirola de canto, dando tempo e espaço para o portador da bola definir o lance como bem entendesse e sem oferecer qualquer tipo de agressividade na contenção.

Da situação de superioridade defensiva inicial do Bahia, decorreu o golo do Grêmio, que com apenas 3 elementos envolvidos naquele momento ofensivo frente aos 7+GR do Bahia, conseguiu 3 toques enquadrados na Grande-Área, sendo dois deles já na Pequena-Área.
9 Setembro, 2014
