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Notas Tácticas v1.4

Notas Tácticas v1.4

taticas


 Pegando em alguns jogos de forma desfasada no tempo e em jeito de breves «Notas Tácticas», ficam aqui mais alguns pequenos devaneios ou reflexões/evidências de momentos que vou observando por ai:
 Complicando o Simples
 
 Espreitando o jogo que opôs o Young Boys ao Nápoles a contar para a Fase de Grupos da Liga Europa, nota para um momento em particular relativo a um Pontapé de Baliza a favor da equipa italiana:
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 Repare-se como o guardião do Nápoles sugere ao seu companheiro que é melhor bater longo, sugestão essa não acatada por este último, mesmo tendo em conta que o adversário estava bem posicionado e iria condicionar fortemente esta reposição e posterior construção:
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 A bola ainda consegue sair desta primeira fase, numa segunda fase o que aconteceu foi isto:
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 Médio em apoio recebe de costas, sem tempo nem espaço para nada em virtude da manobra de condicionamento adversária, é obrigado a meter a bola na bancada para evitar que problemas de maior dali resultassem para a sua equipa (Nota: se tivesse conseguido conduzir jogo para o lado oposto para onde foi a bola – para dentro -, então o Nápoles poderia ficar em situação potencialmente vantajosa, ainda que com essa manobra ficasse igualmente exposto a uma eventual perda em zona frágil face à pressão em cima do adversário – são os «ses» do futebol):
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 O que ganhou o Nápoles? Nada, nem metros, expondo-se ao risco de forma completamente desnecessária em nome de uma casmurrice.
 Se a equipa não tem confiança ou não se sente confortável, do GR aos restantes elementos, é porque não vai dar.. bater longo na frente à falta de melhor opção evitando complicar o simples é a melhor solução.

Keep calm! Oh sh*t!
 
 Pegando agora noutro jogo que colocou frente-a-frente Manchester United e West Ham a contar para a Premier League 2014/15, nota para o momento seguinte:
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 Após intercepção de um jogador do West Ham, uma bola frouxa acaba por dirigir-se para a linha de fundo, obrigando o guardião da equipa forasteira a sair da baliza para evitar o Pontapé de Canto a favor do Manchester:
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 Repare-se como a principal preocupação do lateral-esquerdo do West Ham desde o momento inicial deste instante até ao final foi, nada mais, nada menos, que pedir calma ao seu Guarda-Redes.
 Pergunta-se agora.. mas calma para quê? E dar alguma solução ou linha de passe, não? Pegar na bola e deixar o seu Guarda-Redes ir para a baliza, também não? Se for preciso meter a bola fora pela linha lateral, não dá? Qualquer coisa?

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 E lá continua ele a pedir calma, isso, «muita calminha, esperar pela pressão do adversário que tu até não és Guarda-Redes nem nada, tens bom jogo de pés e a baliza nem está vazia».
 Depois de muita calma, «resolve isso que eu já fiz muito e vou-me embora..»:
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 Na sequência o Guarda-Redes do West Ham comete um erro crasso, fora da baliza e em zona lateral do campo despeja a bola – em balão – para zona frontal (!) quando o mínimo que deveria salvaguardar era que a bola caísse em zona lateral.. nunca em zona frontal visto a baliza estar deserta.
 Com muita tranquilidade, numa situação em que o West Ham tentou evitar um Pontapé de Canto contra, acabou por resultar em golo para o adversário.
 Já o lateral-esquerdo do West Ham que tanta calma pediu em momento inicial da jogada indo-se embora posteriormente sem querer saber de mais nada, não teve muita ponderação quando se tratou de subir no terreno e.. pois, é isso:

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 Até nos melhores, se não mesmo o melhor, Campeonato de Futebol do Mundo, «sh*t happens».
 Bolas de Jogo
 
 Em jogo a contar para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões 2014/15, Zenit e Bayer Leverkusen encontraram-se na Rússia para discutirem os três pontos.
 Da partida retive sobretudo o momento em que o Bayer Leverkusen chegou ao primeiro golo (1-2, resultado final), através de uma Bola Parada elaborada.

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 Danny ainda sai da barreira e tenta remediar mas não entende bem o que se vai passar, aliás, como toda a equipa do Zenit desde o primeiro momento:
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 E assim se fez o golo inaugural num jogo que estava equilibrado e numa altura em que as equipas começavam já a evidenciar uma certa tendência para especularem em torno do 0-0 verificado à entrada para os últimos 20′ minutos da partida.
 Com a quantidade de treinadores, jogadores de elevado índice técnico, pensadores de jogo e os mais variados meios que estão à disposição das equipas de topo, confesso que nunca consegui entender em concreto porque é que na hora da execução, poucas vezes – ou menos do que o expectável – é possível observar grande criatividade ou trabalho de casa no que diz respeito às manobras e estratagemas de aproveitamento deste momento específico do jogo.
 No futebol de alto rendimento em que não raras vezes as equipas acabam por se equivaler nas situações de jogo corrido, é o momento das bolas paradas aquele que mais surge a desequilibrar.


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