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Blind Cegou a Espanha

«Blind Cegou a Espanha»

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Naquele que é até ao momento o resultado mais desnivelado deste Mundial 2014, sobre o qual já muito se falou e se disse, façamos, ainda assim, uma pequena abordagem/reflexão sobre o que se poderá ter passado na goleada imposta pela Holanda à Espanha (5-1).
O fim do afamado «tiki-taka»? O início de um novo modelo holandês? Ou uma questão de cegueira? Blind talvez seja mesmo a resposta.

Atacar em Campo Pequeno..Defender em Campo Grande?

 
Repare-se nas imagens que se seguem a forma como a Espanha praticamente renegou a existência de Blind, exigindo muito pouco do Lateral/Médio-Esquerdo holandês do ponto de vista defensivo e dando todas as veleidades para que este do ponto de vista ofensivo tivesse liberdade de intromissão e participação:
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Bastaria Azpilicueta estar mais projectado do que esteve durante a larga maioria do encontro para os problemas criados pelos espanhóis aos holandeses serem outros:
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Quando se fala do «mau controlo da profundidade» na altura do primeiro golo sofrido pelos espanhóis, do lado holandês as respostas defensivas também nem sempre eram as mais eficazes.
Embora neste caso as coisas só não tenham funcionado melhor para o lado espanhol porque Silva falhou o 2-0 apenas com Cillessen pela frente – mérito também para a defesa do guardião holandês -, repare-se como o lado direito do ataque espanhol era inexistente:

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Se do ponto de vista defensivo a Selecção Espanhola nunca exigiu muito de Blind, já ofensivamente, permitiu que o jogador holandês tivesse sempre muita liberdade e nunca fosse bem-acompanhado:
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E porque no futebol há coisas que acontecem por acaso, mas outras, nem tanto, repare-se como a Holanda alguns instantes antes da jogada que viria a dar o golo, já havia testado a Selecção Espanhola:
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Não funcionou desta vez, funcionou na seguinte:
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E ainda viria a funcionar mais uma vez no 2-1 para a Holanda poucos instantes depois, com Silva a chegar tarde, para variar:
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Do outro lado a Espanha também começou a tentar fazer com que a Holanda provasse do seu próprio veneno, mas sem grandes consequências práticas, por não ser essa a fórmula que está na génese do seu modelo – só facilitou igualmente a tarefa à «Laranja Mecânica» que obviamente e em virtude de alguma dureza de rins dos elementos do seu sector recuado, prefere enfrentar este tipo de abordagem adversária:
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Por fim e como forma de exemplificar o que poderá ter estado na origem do descalabro espanhol, veja-se a atitude competitiva com que a maioria dos seus elementos defensivos abordaram este encontro – completamente desconcentrados e a agirem de forma amadora quando comparados com a abordagem simples, prática, pragmática e eficaz dos atacantes Holandeses:
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Repare-se como estão 3 homens espanhóis a olharem para o céu e a atacarem a mesma bola, enquanto isso, Van Persie está pouco preocupado com a bola e já a pensar no momento seguinte, entendendo o espaço e o que poderá aproveitar daquela verdadeira tortilha provocada em grande parte por Piqué:
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Como diz o outro, sem ovos, não se fazem omeletes.


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